Vereadores mirins simulam sessão plenária no Palácio Rio Branco

Na tarde desta segunda-feira (20), alunos dos 3°, 4° e 5° anos do ensino fundamental do Colégio Opet visitaram a Câmara de Curitiba. Com a ajuda dos vereadores Fabiane Rosa (PSDC), Mauro Bobato (Pode), Bruno Pessuti, Professor Euler, Felipe Braga Côrtes, todos do PSD, eles simularam uma sessão plenária no Palácio Rio Branco para aprovar o uso de celulares em sala de aula.

A visita ao Legislativo municipal encerra o mandato de cada um dos treze vereadores mirins eleitos pelo projeto ‘Cidade Mirim’, desenvolvido pelo colégio, com o objetivo de ensinar cidadania às crianças. “Nós reproduzimos todo o processo político: desde as eleições, com o material de campanha, como santinhos e panfletos, até o mandato dos vereadores mirins eleitos”, conta a professora e coordenadora do projeto, Santina Brandalise. “Cada vereador é eleito a partir de duas propostas, e deverá cumpri-las até o final do mandato. Escolhemos como última etapa do projeto a visita à Câmara de Curitiba, para que eles pratiquem todo o aprendizado desenvolvido durante este ano”, explica.

Fabiane Rosa e Professor Euler auxiliaram os jovens durante a simulação da sessão. Com a votação de um projeto na pauta dos vereadores mirins “que autoriza o uso de celulares em sala de aula”, os estudantes foram divididos em dois grupos: a base do governo, que defenderia a proposição, e a oposição, que tentaria barrar a aprovação da iniciativa.

O vereador Vinícius Beheregaray, de 10 anos, foi eleito como o líder da base e promoveu discurso favorável ao projeto. “Os celulares podem auxiliar muito os alunos”, afirmou. Segundo ele, o uso da calculadora e do google como ferramenta de pesquisa seriam positivos para o aprendizado.

Já Julia Tomé, de 9 anos, mostrou-se contra o uso dos aparelhos na escola. A vereadora mirim afirma que “o barulho dos celulares poderia atrapalhar a concentração dos professores”, além de tirar a atenção das crianças durante as aulas.

Felipe Braga Côrtes e Fabiane Rosa também opinaram sobre a iniciativa. “Sem dúvida o celular pode ajudar no estudo, mas o projeto deveria prever em quais ocasiões eles deveriam ser usados”, lembrou Braga Côrtes. Já Fabiane Rosa contestou quais seriam as punições àqueles alunos “que fizessem mau uso dos smartphones em aula”.

Após discussão entre todos os vereadores mirins e os oficiais de Curitiba, o projeto foi aprovado com dez votos favoráveis, três contrários e uma abstenção.